Que voz você tem ouvido?

Todos nós ouvimos vozes. Sim, ouvimos. Seja ela a do pai, da mãe, dos amigos, da pessoa que mais apreciamos, enfim, todos ouvimos alguma voz que nos influencia.

A questão é: à voz de quem você tem dado ouvidos?

Quando nos deixamos influenciar por alguém estamos oferecendo àquela pessoa o privilégio de fazer parte da nossa vida, como se ela ajudasse a construir quem somos.

E não adianta dizer que você não se deixa influenciar por ninguém, é mentira! Quantas vezes você não se pegou falando uma gíria que seu amigo usou e você achou interessante? Quantas vezes você só foi a algum lugar porque outra pessoa ia? Ou mesmo escolheu sua profissão espelhado em alguém?

Não é errado se deixar ser inspirado por alguém, a questão é a quem você tem dado este direito? Será que este privilégio tem sido de Deus ou de outras pessoas?

Leia estas passagens tiradas da Bíblia:

“Eu fui arrebatado no Espírito no dia do Senhor, e ouvi detrás de mim uma grande voz, como de trombeta, ”
Apocalipse 1:10

E os teus ouvidos ouvirão a palavra do que está por detrás de ti, dizendo: Este é o caminho, andai nele, sem vos desviardes nem para a direita nem para a esquerda.
Isaías 30:21

E levantou-me o Espírito, e ouvi por detrás de mim uma voz de grande estrondo, que dizia: Bendita seja a glória do SENHOR, desde o seu lugar.
Ezequiel 3:12

Sabe de quem é esta voz que fala por detrás? É a voz do Espírito Santo. Ele quer ter este privilégio de te influenciar nas suas decisões, porque Ele sabe qual é o melhor caminho para você.

Mas porque estes trechos se referem a uma voz que fala por detrás? Simples, o Espírito Santo não impõe nada a ninguém, Ele apenas indica, ou propõe o melhor caminho a seguir. Por isso, Ele fala por detrás e não à sua frente, para não interferir na sua escolha.

E aí, quem você quer ouvir? A escolha é sua.

Aliás, um detalhe: se você não sabe a quem você tem dado ouvidos, olhe para suas atitudes, logo você vai enxergar com quem você tem parecido.

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Uma dica de leitura: A Cabana

Um homem cheio de feridas abertas em seu interior, que luta para descobrir um Deus que existe de verdade, mas que seu ser mais íntimo custa a acreditar. Sua dura vida segue seu rumo, como um rio cujas águas seguem o fluxo, rumo ao deságue no oceano, enfrentando pedras, entroncamentos, gerando novos rios, mas sempre para o mesmo fim. Mack, o nome deste homem, segue sua vida comum, até que um acontecimento muda drasticamente o fluxo de suas águas, e seu relacionamento  com Deus, antes já muito difícil, agora encontra um bloqueio pior, e muito mais difícil de superar.

Este é o enredo que cerca o livro A Cabana (The Shack) de William P. Young. Na história o autor narra a trajetória de um amigo, rumo a descobertas que todos nós gostaríamos de fazer, com perguntas que cada leitor se identifica e se sente como o próprio Mack, na sua extensa trajetória rumo a uma experiência que pode ser comparada ao espetáculo decorrente de um rio que deságua em um oceano.

O livro é envolvente e delicioso, com uma literatura simples e eficaz, permite ao leitor viajar em suas páginas e, muito mais do que isto, criar através da história, sua própria experiência com Deus.

Eu recomendo e cito para quem quiser comprar e ler: A Cabana é uma boa opção. Foi indicado por um primo, que descobriu muitas respostas através desta simples leitura. Então, vale a pena.

Vazio

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Parece que a manhã chegou, e com ela mais um dia com as mesmas atividades e afazeres. Começa a correria, e você só deseja que o dia termine logo para poder colocar a cabeça no travesseiro e dormir de novo, para encarar mais um dia de estresse. Amanhece, e suas expectativas permanecem as mesmas: tudo será igual como antes. Bate, então aquele desânimo, aquela vontade de sumir, desaparecer, ir para bem longe onde  ninguém possa te encontrar, deixar a cabeça pensar um pouco e os pulmões respirarem um ar saudável, enfim, viver.

Mas você sabe, isto é só um devaneio, a verdade é que sua vida permanece a mesma e você nem tem mais forças para mudá-la.

Todo ser humano necessita de novidade, de uma renovação na sua vida. Alguns alcançam isto através de uma viagem, de um casamento, de um filho… Mas todos estes artifícios uma hora tem que acabar, ou a sensação de novidade logo passa e vem aquela melancolia de novo e aquela vontade de uma nova vida…

Pois é aí que está a vantagem de viver com Deus, não apenas acreditar que ele existe. Quando há um relacionamento íntimo com o Criador, Ele torna cada dia seu como se fosse único, a luz do sol em cada manhã é especial, a chuva que pinga na janela é refrescante, até os problemas se tornam desafios muito bem vindos, pois você sabe que está pronto para encará-los.

Então, que tal começar um relacionamento com Deus agora? Basta fechar os olhos, sair do msn, se desligar do mundinho estressante em que você vive, e falar para ele que quer conhecê-lo. Não vai ser em um dia, mas como em todo relacionamento, a cada conversa, a cada leitura da Palavra que le deixou para nós, a cada semente plantada, você vai fazer um amigo que nunca mais vai querer perder.

Experimente e depois me conta.

Um sopro

Eis que vivemos e lutamos todos os dias por realizar nossos desejos, sonhos e vontades. Nossa vida, em geral está pautada em uma eterna busca pela perfeição, por um complemento que preencha o vazio que insiste em invadir e tomar nossos corações. Fazemos tudo isto e permanecemos com uma certeza: a de que tudo acaba um dia.

Vejo como a vida é um sopro, que você toma fôlego para começar, mas depois que solta por entre os lábios, só resta esperar que os pulmões se esvaziem e acabe. Você pode forçar, insistir, mas nada faz o sopro durar mais do que seus pulmões podem suportar. Assim, constato, é a vida.

Na última semana, anterior à postagem desta mensagem, tive a experiência de ver minha vó paterna partir. Ela, que se foi apenas um ano após seu marido deixá-la, foi uma mulher que viveu muito, criou 14 filhos, ajudou o marido depois que sofreu com o glaucoma que lhe acometera, enfim, fez muita coisa. Mas chegou o dia em que partiu.

Nestas horas, o que passa pela minha cabeça é: “nunca mais vamos nos ver”. E minha vontade é dar um adeus. Mas a mente insiste em perguntar: como será depois que fechamos os olhos?

Tenho buscado garantir um lugar neste “depois-que-fechar-os-olhos”. Deus diz que podemos ir para um lugar perfeito onde não vamos mas sofrer, ou um lugar com muito pranto e ranger de dentes.

Para ir ao lugar perfeito, é só aceitar a Jesus Cristo como senhor e salvador e se batizar nas águas. Isto diz na Bíblia.

Mas muitos não creem nisto. Talvez porque nunca quiseram pensar no assunto com medo de perceber que vão para a pior opção.

O problema é: a vida é uma só. Não existe esta de reencarnação, é uma vida,  uma morte e uma chance.

Não desperdice a sua de decidir hoje como será o seu amanhã. Aceite agora mesmo Jesus na sua vida e deixe-o ensiná-lo a como garantir que depois vai ser melhor que agora. Resta você querer.

Apenas uma chance II

Ele acompanhou todos os procedimentos médicos para tentar reanimar aquele corpo inerte, suas mãos suavam frio e ele nem sabia o porquê. Entrou na ambulância e acompanhou a luta para salvar aquela vida. Sentia como se sua própria vida estivesse nas mãos daqueles homens de branco.

Dentro do seu coração, não parava de soar a voz “Ainda há uma chance”. Ele não havia virado para conferir o autor da frase, mas ainda sentia a mão em seus ombros, como se ela o confortasse…

Chegaram ao hospital. Os paramédicos saíram correndo com a maca em busca de uma solução para aquela vida tão jovem que se perdia devido as inúmeras hemorragias e fraturas internas. Sentiam como se a perdessem.

Na mesma hora, ele viu uma  pessoa que caminhava em direção à porta, era um conhecido de muitos anos, um amigo naquele momento. Se aproximou discretamente e disse um oi exatamente como uma criança assutada que busca reconhecer um estranho.

O amigo respondeu com um sorriso e um abraço largo, perguntando logo o que ele fazia ali. Ele contou toda sua trajetória e como se sentia em relação à vida daquela garota.

– Parece que minha vida está lá, no lugar dela. Quando a vi, lembrei da vontade que tinha de fazer exatamente o que ela fez. E… que estava indo para casa para fazer.

Contou sobre o vazio que inundava sua alma, da vontade de sumir, desaparecer sem deixar rastros. O amigo ouviu tudo atentamente.

– Sabe, acho que minha vida não muda mais, daqui para a frente é só a morte.

O amigo ia interrompê-lo quando um médico chegou e perguntou se ele acompanhava a garota que chegou há instantes. Ele afirmou e foi convidado a seguir o médico. Antes de ir, seu amigo segurou seu braço e lhe disse:

– Não importa o que você pode ver, mas sim o que não pode, mas tem certeza.

Ele foi, pronto para ouvir o veridito final, a notícia que mais temia, pois sentia sua alma diretamente ligada àquela vida.

Foi exatamente o que ouviu.

Seus olhos encheram de lágrimas, não sabia o porquê, sua vontade era de descer ao mais profundo da terra e gritar, chorar, expor tudo o que sentia agora. Então era mentira, não havia outra chance? Ela não poderia sobreviver assim como ele?

Porém, ficou imóvel, sem reação, mas sentiu uma mão em seu ombro dizendo:

– Confia. Ainda há uma chance.

Ele se virou, sentou-se e perguntou a si mesmo. Como poderia haver outra chance, a vida havia acabado. Como acreditar naquela voz que ele não entendia e nunca via o autor? Quem dizia aquelas loucuras? Por que ele acreditava nisto?

Enquanto meditava, ouviu um grito, vindo de dentro da Emergência. Uma enfermeira saiu correndo, gritando o nome do médico que falara com ele e que agora dava outra notícia ruim a uma família. Ele a ouviu atentamente ao pé do ouvido e fez uma cara, como quem não acreditassse no que acabara de ouvir.

-Ela acordou, a morta acordou!

O rapaz que ouviu a quela notícia se levantou, o médico veio em sua direção, incrédulo, repetindo o que a enfermeira dissera. Logo em seguida, foi verificar o ocorrido.

Na mesma hora os olhos que se envolviam em lágrimas, davam lugar a um sorriso discreto, sem refletir muito o brilho que acendia dentro dele. Parou na frente de um quarto onde havia uma tv ligada e ficou lá pensando nas palavras que ouvira ainda pouco.

De repente, ouviu a mesma voz na TV, as mesmas palavras que ouvira, se repetiam ali!

Ele entrou no quarto, sem se importar com quem estava lá, e ouviu o que dizia na TV.

– Deus te chama, ele quer te dar uma nova chance.

Seu coração se encheu de fôlego, sua alma perdeu o peso que sentia, a esperança que perdera acendeu como  uma chama dentro do seu peito. E decidiu que tinha que conhecer este Deus, queria uma nova chance.

A enfermeira se aproximou:

– Ei, rapaz! A moça quer falar com você.

Continua…

Apenas uma chance

Ele está lá, sentado em uma mesa de uma cafeteria saboreando seu capuccino pela manhã e esperando a hora certa de começar o dia. Ela, assiste o nascer do sol todos os dias, da janela de seu apartamento. Ambos estão sozinhos. Ambos não veem saida.

Ele se levanta da cadeira e caminha em direção à sua rua, acabou seu café e vai para casa. É sábado e a madrugada foi boa demais, curtiu até o último minuto, até que encontrou o que queria e terminou sua noite. Assim como acabou seu prazer pela vida.

Ela despertou assim que tentou dormir. Virou para a cabeceira, pegou a caixinha com uma tarja preta, era para dormir. Mas já não fazia efeito. Revirou na cama e dormiu um pouco. Acordou de novo, já era quatro da manhã, sentou em frente à janela e ficou pensando na vida. Até o sol raiar.

Ele passava embaixo da janela dela quando percebeu um barulho. Olhou para o alto. Uma linda mulher, com uma camisola esvoaçante se punha de pé no parapeito da sua sacada. Ela olhava na direção do nascer do sol, e parecia hipnotizada.

Ele gritou, mas ela não ouviu. Ou achou que não ouviu. Ele não sabia ao certo o que ela queria fazer, até que tentou chamar alguém na recepção do prédio. Foi quando ouviu um barulho assustador.

Ela pulara.

Ele, sem saber o que fazer, correu em direção do corpo daquela bela mulher, o andar não era tão alto, poderia haver uma saída…

Testou sua pulsação embora visse o sangue correndo pelo canto de sua boca. Quando mirou sua face, veio à sua mente toda aquela madrugada de prazer, e o desejo, o incrível desejo que vinha logo após… de fazer o mesmo que aquela garota fizera.

Pensou em quantas vezes não olhou para o horizonte e sentiu-se atraído pela ideia de acabar com seu vazio, sua falta de vontade de viver daquela forma. Ele se desesperou ao ver uma pessoa tão nova e bela, lançada ao chão como um objeto, seu sangue escorrendo pela boca e ouvidos, como se tivesse tudo acabado.

Viu as lágrimas que haviam deixado molhado o rosto daquela menina. Sentiu um aperto muito grande em saber que havia segurado na garganta, talvez as mesmas lágrimas que ela enquanto apreciava um capuccino…

Desesperou-se ao perceber que seu fim poderia ser o mesmo. Se ao menos tivesse uma chance… Se ela tivesse também uma chance…

Sentiu alguém segurar seu ombro.

-Ainda há uma chance.

Ele decidiu que os dois mereciam uma nova chance. Ouviu uma ambulância chegando, não percebeu ao certo quanto tempo ficou ali, mas alguém tomara as atitudes necessárias para que um milagre se tornasse possível.

Ajudou a pô-la na maca e entrou com ela na ambulância. “Se ela conseguir, eu também consigo”

Continua…

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