Soneto XIX – Camões

Amor é fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer;

É um não querer mais que bem querer;
É solitário andar por entre a gente;
É nunca contentar-se de contente;
É cuidar que se ganha em se perder;

É querer estar preso por vontade;
É servir a quem vence, o vencedor;
É ter com quem nos mata lealdade.

Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade,
se tão contrário a si é o mesmo Amor?

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Um comentário em “Soneto XIX – Camões

  1. Amor… Amor… Amor… Como ignorá-lo? Se ainda o vemos em muitos cantos… se o sentimos em muitos momentos… se o vivemos com sofrimentos… se nos incendeia em todos os tempos… se correspondemos sem lamentos… se nos faz voar como o vento… se nos afaga com tormentos…
    Amor … Amor… Amor… onde estais? Se te procuro sempre… se não te afastas de minha mente… na lua crescente me enches… e faz transbordar meu ser…
    Oh! Amor… é bem verdade que me sufocas… com sensações de insegurança, perda e temor… e no momento seguinte enches meu coração de calor… alimentas minha crença … desabrochas a flor… não posso ver ou tocar-te… teu calor me faz acreditar… que mesmo sem te ver, Amor… sinto que estás lá… voltado para mim … Oh! Extase… Oh! Amor sem fim…

    Rsrsrsrs… Passou longe de Camões… mas eu tentei… rsrsrsrs

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