Ai, que raiva! II

Você deve estar se perguntando, ué, onde está a parte I deste post? Pois é, ela simplesmente NÃO FOI AO AR! Voiu explicar porque…

Para começar vou tentar resumir o que eu relatei na não-nascida parte I:

Contava eu, que num dos dias em que voltava para casa, cansada e morta de fome, vinha lutando contra o sono no ônibus, enquanto esperava minha hora de desembarcar do coletivo. Eis que para minha felicidade, após enfrentar um funil de gente para conseguir atravessar o veículo até a porta, esperei apenas que esta se abrisse no ponto onde iria pegar ainda outra condução. Para minha surpresa, então, o motorista bendito (prefiro me referir assim àquela pessoa ingrata) passou direto indo me deixar à leguas de distância (tudo bem, sei que léguas está errado) do lugar em que precisava estar. Na mesma hora em que desci e percebi o lugar deserto onde estava, numa onda de fúria que me subiu naquela exata hora, fui à frente do ônibus e gesticulei para o sinpático (ugh) condutor do veículo como quem diz: que vou fazer aqui?

Ele em sua imensa insensatez e desprezo, pisou na embreagem, engatou a primeira e acelerou como qualquer simples motorista, como se nada tivesse acontecido. Enquanto tentava pensar no caminho que iria tomar para enfim chegar em casa, já que ali não passava o ônibus que precisava tomar, foi subindo uma ira inexpplicável em mim. A minha vontade era de… de… de… sei lá, brigar, discutir, quebrar tudo, como o carinha no vídeo abaixo:

Mas minha consciência e Aquela voz que vem nas horas certas me disse que deveria me acalmar, afinal, por mais raiva que ficasse não poderia resolver o problema. Quando, enfim, tudo parecia se acalmar, e eu chegava no ponto tão desejado, eis que o ônibus a ser tomado passa, do outro lado da rua, e esta mortal aqui, esperando o sinal fechar para atravessar, vendo o passaporte para um banho quentinho e uma cama deliciosa indo embora, sem a menor chance de gritar um “Ei, peraí!” como fiz hoje de manhã.

Mais uma vez, a ira tomou meu coração!! E enquanto descrevia pausadamente e com detalhes mais sarcásticos esta experiência estranhamente cômica da minha vida, tentei salvar o que já havia aprontado quando, de repente… O cabo da net estava desplugado, e tudo, absolutamente cada palavrinha digitada havia sido APAGADA. Aliás, deixa eu fazer um CTRL+C para evitar isto de novo…

Depois de tudo isto, como já havia pensado naquele dia, constatei que a ira é um sentimento assustador, que pode te levar a atitudes impensadas, impulsivas, e que vão somente te destruir ou te fazer tomar atitudes das quais irá se arrepender depois.

Percebi também que, quanto mais viver, mais vou ter momentos adversos, contrários e um tanto irritantes, e que se eu por acsao não aprender a rir nestes momentos, vou surtar como o carinha do vídeo sempre!

No mundo, muita calma é necessária. Para mudar o mundo precisamos ser menos irados. Não deixar este sentimento corrupto te invadir nem te tomar, antes tenha controle da sua mente e do seu corpo, não para guardar as mágoas e ficar que nem uma panela de pressão, mas aprender a perdoar aos outros e a si mesmo.

É acho que agora vai.

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3 comentários em “Ai, que raiva! II

  1. ha, nem fala. Tomar atitudes com raiva não dá. Ontem mesmo eu ia chamar a atenção d uma pessoa (p; não dizer outra coisa), mas não consegui falar com ela, qndo o tmepo foi passando, me deu um estalo e lembrei q a culpa não era dela. Agora imagine se eu tivesse soltado horrores?? Ia fikr com a cara no chão.. srsr

  2. aconteceu algo parecido comigo semana passada, só que foi na av. Brasil, a minha sorte foi que encontrei o meu padrasto no ponto de ônibus na linha amarela.
    na hora da confusão eu não senti raiva, só fiquei muito aflita, mas depois que eu descobri que eu me dei mal porque me deram a informação errada eu fiquei com raiva, mas como tudo já tinha se resolvido nem me queixei muito.
    a raiva é algo que vem e passa e, com certeza, qualquer atitude tomada por impulso, na hora da raiva vai gerar arrependimento, isso sempre acontece comigo.
    mas como você mesma disse, é bom a gente aprender a rir dessas situações, né?

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